Morreu hoje…




Desculpa blogotinha, mas tibe de fazer copy-paste do teu post!
United 93
género: Drama
realização: Paul Greengrass
intérpretes: Lewis Alsamari; JJ Johnson; Gary Commock
data de estreia: 2006-08-24 (nacional) | 2006-04-28 (mundial)
sítio oficial: www.united93movie.com
imdb www.imdb.com/title/tt475276
sinopse:
Honesto e profundamente comovente, Voo 93 conta a história inesquecível dos passageiros e membros da tripulação heróicos que impediram os terroristas de levarem a cabo os seus planos no quarto avião desviado a 11 de Setembro de 2001. Enquanto em terra equipas de militares e civis lutavam para compreender os acontecimentos, quarenta americanos comuns que se sentaram como estranhos, encontraram a coragem para enfrentarem os terroristas.
Retirado de: http://cinema.ptgate.pt/cartaz.php
TEMOS ESPERANÇA???

Neste sentido, Alda Cardoso Ambrósio, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e coordenadora da Unidade de Genética Clínica e Molecular, da Delegação de Coimbra do Instituto Nacional de Medicina Legal, desenvolveu um estudo que tinha, de acordo com a especialista, «como objectivo investigar genes do sistema gabaérgico na etiopatogenia das psicoses major, numa amostra da população portuguesa, utilizando uma estratégia denominada linkage», isto é, «identificar genes de efeito major para a esquizofrenia e a doença bipolar».
A esquizofrenia e a doença bipolar apresentam uma incidência de 1% na população em geral. A esquizofrenia é uma psicose que consiste na dissociação das funções psíquicas em que o indivíduo começa a perder a noção daquilo que é real, apresentando alucinações e delírios. Já a doença bipolar caracteriza-se por um distúrbio de humor com incidência de fase maníacas e depressivas. Ao longo do tempo, ambas as psicoses começam a afectar a vida pessoal e social dos pacientes.
Apesar das duas condições estarem descritas desde final do século XIX e início do século XX, continuam por identificar qual a origem das mesmas e a comunidade científica continua a levantar a questão sobre o impacto que os factores genéticos podem ter no surgimento destas psicoses major.
Foi neste sentido, que Alda Cardoso Ambrósio se propôs a estudar os genes do sistema gabaérgico. Já que «o GABA é o principal neurotransmissor inibidor no sistema nervoso central, primeiro sintetizado pelos interneurónios no córtex cerebral, no hippocampus e estruturas límbicas, alterações na actividade GABAérgica podem provocar perturbações nos caminhos dos neurotransmissores como, por exemplo, dopamina, serotonina e noradrenalina, que estão também envolvidas nestas desordens», escreve a cientista no artigo apresentado, na edição de Janeiro de 2005, da publicação científica do International Journal of Neuropsychiatric Medicine - CNS Spectrums.
O estudo genético, da equipa de investigadores portugueses, envolveu famílias dos Açores e Portugal continental, onde se verifica a incidência destas doenças em pelo menos 2 membros. Os grupos estudados envolveram 32 famílias esquizofrénicas (que incluíam 66 membros com esquizofrenia, 9 unipolares e 123 com ausência de manifestações) e 25 famílias bipolares (que incluíam 51 membros biopolares, 23 unipolares, 3 esquizofrénicos e 92 com ausência de manifestações).
Nas conclusões do estudo, Alda Cardoso Ambrósio não conseguiu identificar nenhum gene que estivesse directamente relacionado com a origem destas psicoses, no entanto, os resultados evidenciaram a existência de uma relação dos receptores GABA tipo A com estas psicoses.
«Os receptores GABA tipo A parecem estar relacionados com estas doenças porque as benzodiazepinas, frequentemente utilizadas no tratamento da esquizofrenia, produzem pelo menos parte dos seus efeitos clínicos relevantes, por interacção com locais alostéricos nos receptores GABA tipo A», explica a investigadora à TV Ciência.
«O valproato, que inibe a actividade de duas enzimas envolvidas na degradação metabólica do GABA, bem como os efeitos anti-maníacos e anti-depressivos do lítio e da carbamazepina, podem ser parcialmente alcançados pelas acções na neurotransmissão gabaérgica», adianta a especialista. «Por outro lado, os neurónios gabaérgicos estão largamente distribuídos no sistema nervoso central e a sua acção influencia os efeitos de outros neurotransmissores implicados nestas doenças como, por exemplo, a serotonina, a dopamina, o glutamato e a noradrenalina».
O trabalho publicado no CNS Spectrums – The International Journal of Neuropsychiatric Medicine, de Nova Iorque, foi agora reconhecido com o prémio 2006 Original Research Article of the Year. Apesar dos resultados terem sido inconclusivos e a origem destas psicoses major continuarem uma incógnita, a cientista afirma em declarações à TV Ciência que, «face aos resultados obtidos é importante investigar um maior número de famílias multigeracionais, de forma a aumentar o poder estatístico da amostra e esclarecer o papel dos genes na etiopatogenia das psicoses major».