Wednesday, September 17, 2008

Trolhas do século XXI

 ”Quero começar por dizer que tenho uma imensa admiração, respeito e medo dos trolhas. Trabalho diariamente com programadores e, sinceramente, são pessoas pelas quais sinto também um enorme apreço e reverência. Lidar com pedra, cimento e estuque é de macho. Mexer em teclados e ratos de poliuretano é menos impactante. Quanto a medo… tenho mais dos trolhas. Não se enganem! Há programadores fortíssimos, mas faltam-lhes ferramentas contundentes com a rebarbadora, a talocha e o cinzel. Não é muito assustador ouvir de um rapaz de camisa ao xadrez e óculos “limpo-te o sebo com um hub e um drive externo!”. A mim não intimida e acho que eles o sabem. Por isso, usam outros métodos mas eficazes: “conheço alguém a quem hackaram o PC, cada vez que faz um restart saem-lhe 550 Euros da conta.”… fico em estado de choque.

Uma reflexão mais atenta leva-nos a concluir que não existem grandes diferenças de conceito entre a função de um programador e a de um trolha. A ambos é entregue um plano de algo para construir que, tanto pelo prazo como pela complexidade, são impossíveis de fazer. Uns empilham tijolos e alisam paredes, outros criam stored procedures e alinham tabelas. O trabalho é o mesmo, as ferramentas é que são diferentes. Os trolhas, honra lhes seja feita, desenvolveram a capacidade de poder fazer “galanteios” da pior espécie sem que as pessoas levem a mal. Para dizer a verdade, invejo-lhes esta característica. Gostava de poder dizer a uma jovem “Ó jóia! Anda aqui ao ourives…” e ouvir as amigas comentar: “Não ligues, é um coordenador de projecto!”.

Espero que nenhuma das duas classes me leve a mal, não gostaria de ter que ser alimentado por uma palhinha apenas porque escrevi um texto idiota. Em boa verdade, gostaria de ter sido programador mas estou mais perto de ser trolha… entre les deux mon coeur balance .

 Dr. Configuration Matrix”

in_edusurfa

Posted by musiua at 21:16:36 | Permalink | No Comments »

Pronúncia do norte

“Hoje, enquanto almoçava com uns amigos, cheguei à conclusão de que o sotaque portuense é muito mais enfático que o lisboeta. Este salero linguístico, de que muita gente se envergonha, deve ser encarado como um recurso estilístico. Não é raro verem-se na televisão reportagens onde os entrevistados - sabendo que vão trocar os “vês” pelos “bês”, tentam corrigir essa característica dando origem a novas palavras e, obviamente, expondo-se ao ridículo:

Repórter: o senhor é daqui?
Cidadão: naum … eu sou de Vraga! bim aqui para os festeijos dos vomveiros!

Que mal tinha em utilizar o tradicional “naum amigo… eu sou de Braaaga carago! Bim aqui prós festeijos dos bombeiiiros!”? Nenhum.

Esta característica deve ser aproveitada para fazer descrições mais elucidativas. Imagine-se que quer dizer, por exemplo, que um determinado carro é já muito antigo. Em Lisboa dir-se-ia: “o meu carro é velho, velho, velho!”. Dito desta forma, interpreta-se que o carro terá, no mínimo, 30 anos! Agora, se se disser: “o meu carro é beeilhu, beeeilhu, beeeeilhu!”… é fácil imaginar um carro movido a tracção animal de 1752!

É importante não sentirmos vergonha da nossa língua. Sem ela não será fácil comer gelados, colar selos e fazer bolas com pastilha elástica.

 Dr. Configuration Matrix”

in_edusurfa

Posted by musiua at 21:10:43 | Permalink | No Comments »

Tuesday, September 16, 2008

A ADRIMAG…

… devia por a rédea da trela dos seus colaboradores mais curta!

Venho por este meio expor como me sinto ofendida por um dos elementos de esta entidade após troca de e-mails e pedidos de esclarecimento!

Por motivos pessoais não publicarei (para já) a troca de e-mails… mas quero tornar público que me sinto ofendida e mal-tratada por esta entidade e principalmente pelo colaborador que fez questão de trocar os e-mails comigo!

E fico-me por aqui porque não me rebaixo ao nível deles!

Posted by musiua at 19:48:27 | Permalink | No Comments »